O Governo do Distrito Federal não cumpriu o acordo com a Confederação Brasileira de Vôlei e deixou de pagar R$ 17 milhões para os jogos realizados na capital. O principal evento foi a Liga das Nações de Voleibol (VNL), que aconteceu nas primeiras semanas de junho.
O GDF é o maior patrocinador da confederação. No ano passado, durante a gestão de Ibaneis Rocha (MDB), o governo assinou um contrato de R$ 11 milhões para financiar o evento mundial.
No entanto, 15 dias antes do evento, a nova gestão de Celina Leão (PP) informou à CBV que não conseguiria realizar o pagamento devido à necessidade de cortar gastos. A situação financeira do DF se agravou em função da crise envolvendo o BRB (Banco de Brasília) e o Master.
A CBV foi pega de surpresa e o presidente Radamés Lattari convocou a equipe para garantir a realização do evento. Os jogos aconteceram normalmente, mas a dívida permanece.
A dívida com a CBV é ainda maior: o GDF também deixou de pagar cerca de R$ 6,5 milhões que seriam destinados a uma etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, realizada em abril na capital.
Diante desse cenário, a entidade está considerando não trazer mais eventos desse porte para a capital federal.
Em entrevista ao Painel, o governo explicou que precisou priorizar gastos devido à situação fiscal e reorganizar suas despesas. O dinheiro que seria usado na Liga será redirecionado para outras áreas prioritárias.
Além disso, a Campus Party, o maior festival de ciência e tecnologia do mundo, teve que ser adiada por falta de garantia de pagamento do governo. O evento, que estava programado para a primeira semana de junho, será remarcado, mas ainda não há data definida. A expectativa é que ocorra em julho.
A organização do evento está em busca de novos patrocinadores após o GDF suspender as negociações para o festival.
Assim que assumiu o governo, Celina também anunciou o cancelamento da festa de aniversário de Brasília, que custaria R$ 25 milhões aos cofres públicos, e decidiu destinar esses recursos para a saúde.
A CBV e a organização da Campus Party foram contatadas, mas não responderam às perguntas da reportagem.
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