Intenção é fortalecer as equipes com agentes que estão em treinamento para que as investigações avancem da forma mais célere possível.
O governo federal prometeu aumentar o efetivo da Polícia Federal que investiga casos de corrupção. A decisão ocorre em meio a tensões com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
O grupo terá novos agentes, que estão atualmente em formação, para acelerar as investigações. O atual governo já havia aumentado em 30% o efetivo do setor de inquéritos, segundo apontam fontes ao blog .
Em reunião nesta quinta-feira (6), ministros do governo Lula (PT) discutiram o estranhamento entre a PF e Mendonça. O encontro ocorreu antes da divulgação de uma nota assinada por 27 superintendentes da corporação em defesa da direção da PF.
A tensão entre as partes subiu após a PF pedir investigação contra Fábio Luís Lula da Silva por suspeitas no Ministério da Saúde. Mendonça relata o caso no Supremo.
Em meio à tensão com PF, André Mendonça se reúne com Ministério da Justiça e AGU
A maior parte do grupo com esses novos policiais será formada por novos agentes que estão em curso de formação. A ideia do governo federal, segundo fontes informaram ao blog , é fortalecer as equipes para que as investigações avancem da forma mais célere possível.
O atual governo aumentou em 30% o efetivo do setor que cuida desses inquéritos e prometeu que vai aumentar este número ainda mais.
Montagem com fotos do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do ministro do STF André Mendonça — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado e Gustavo Moreno/STF
O encontro ocorrido nesta quinta-feira (6) foi marcado para tratar do estranhamento entre a PF e o gabinete de Mendonça e aconteceu antes de os 27 superintendentes regionais divulgarem uma nota em defesa do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.
A tensão entre integrantes da PF e o ministro André Mendonça foi provocada pelas investigações do "caso INSS" e escalou após a PF solicitar a abertura de frentes de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva.
O Lulinha, filho do presidente da República, é investigado por suspeitas de corrupção e tráfico de influência em contratos da Dataprev e no Ministério da Saúde.
Além do caso INSS, Mendonça é relator do caso Master no Supremo.
