A alíquota de importação para veículos montados e semidesmontados aumentará para 35%. O governo também prorrogou a isenção para veículos desmontados.
Na imagem, veículos da marca chinesa BYD estão em frente ao Farol da Barra, em Salvador. Crédito: Feijão Almeida/Governo da Bahia - 4.jul.2023.
PODER360 30.jun.2026 (terça-feira) - 9h40.
A partir desta quarta-feira (1º.jul.2026), o imposto de importação para veículos elétricos montados e semidesmontados (SKD) subirá de 30% para 35%. Essa mudança faz parte de um cronograma anunciado em novembro de 2023 pelo Comitê Executivo de Gestão da Camex e divulgado pelo MDIC.
Para veículos desmontados (CKD), a alíquota de 35% só será aplicada a partir de 1º de janeiro de 2027. O governo renovou as cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados e semidesmontados até o limite de US$ 463 milhões.
Acima desse limite, a alíquota será de 35% para veículos SKD e de 14% para CKD. Veículos totalmente montados não terão acesso às cotas.
Essa decisão deve beneficiar especialmente a BYD, que apoia a renovação do benefício para kits CKD e SKD. A empresa começou a produzir no Brasil com veículos no sistema SKD e evoluiu para o modelo CKD em sua fábrica em Camaçari (BA).
Com a nova cota, parte dos kits poderá ser importada sem o pagamento do imposto de importação durante a transição.
As cotas para a importação de kits de veículos elétricos, que se encerram em fevereiro de 2026, seguem o cronograma estabelecido pelo governo após discussões com o setor produtivo.
O governo defende que a medida sobre CKD e SKD está alinhada à transição energética e à sustentabilidade no setor automotivo.
O ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou que a renovação da isenção foi decidida porque as montadoras estão se instalando no país para produzir. Segundo ele, essa medida beneficia tanto os consumidores quanto o mercado.
As associações brasileiras de fabricantes de veículos criticaram a prorrogação, alegando que a medida causa distorções no mercado automotivo, reduz a previsibilidade e pode impactar investimentos anunciados por montadoras e fabricantes de autopeças.
