Com a saída de Alexandre Barreto da Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) na última quinta-feira (25), Felipe Roquete, que é o superintendente-adjunto do órgão, deve assumir o cargo interinamente.
Roquete é considerado um nome técnico. Servidor de carreira, ele está no Cade desde 2012, onde já foi coordenador-geral de análise antitruste e assessor no gabinete da Superintendência-Geral em 2017.
A escolha será feita pelo presidente do Cade, Diogo Thomson de Andrade, e deve ser confirmada nos próximos dias. O nome definitivo, no entanto, ainda precisa ser indicado pelo presidente Lula (PT) e passar pela sabatina do Senado Federal.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deseja indicar aliados para o órgão, mas a relação tensa com o presidente Lula tem dificultado as nomeações. Tanto a Superintendência-Geral quanto a Presidência do Cade estão ocupadas por interinos, e os cargos permanentes ainda dependem da aprovação do Senado.
Além disso, o Cade conta atualmente com apenas quatro dos seis conselheiros, já que Lula ainda não enviou os nomes para a sabatina no Senado.
Roquete não era o preferido de seu antecessor para a posição. O mercado acredita que sua nomeação pode reduzir a influência do Centrão no órgão.
O Cade toma decisões importantes, como as relacionadas ao mercado de combustíveis e à atuação das grandes plataformas digitais. O presidente interino do órgão pretende criar uma equipe específica para tratar dos casos envolvendo essas plataformas.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
