O ministro Alexandre de Moraes, do STF, vai se encontrar com a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de decidir se prorroga a prisão domiciliar dele. A audiência está marcada para esta terça-feira (30).
Após 90 dias de prisão domiciliar, familiares e aliados de Bolsonaro esperam que o período seja estendido por questões de saúde. Moraes inicialmente tinha a intenção de renovar a prisão, mas a apreensão de uma arma com um dos seguranças de Bolsonaro durante uma blitz levantou preocupações.
Em um despacho na quarta-feira (24), Moraes afirmou que essa situação representa uma 'falta grave' e pode levar à 'cessação da prisão domiciliar'. O ministro solicitou a opinião da PGR, que até o momento não identificou falta disciplinar e sugeriu aguardar as investigações.
Pessoas próximas a Bolsonaro acreditam que Moraes está inclinado a encerrar a prisão domiciliar, mas a posição da PGR pode influenciar essa decisão. Além disso, outros ministros do STF preferem que Bolsonaro continue em casa.
Os apoiadores de Bolsonaro argumentam que sua volta para a unidade conhecida como Papudinha fortaleceria a candidatura de Flávio Bolsonaro, do PL, ao criar uma narrativa de perseguição ao pai. Isso também poderia gerar instabilidade política e colocar a segurança do ex-presidente em risco.
Por outro lado, quem acompanhou Bolsonaro nos últimos 90 dias afirma que sua saúde melhorou, com menos crises de soluço, mas ainda é considerada frágil, o que poderia dificultar sua adaptação a uma nova prisão. Esses interlocutores também mencionam o isolamento político do ex-presidente.
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