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Eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro ainda costuram palanques nos oito maiores colégios eleitorais do país

Nas Eleições 2026, Lula e Flávio Bolsonaro buscam consolidar alianças nos oito maiores colégios eleitorais, enfrentando dificuldades em estados como São Paulo e Minas Gerais.

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6 de jun. de 2026
Eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro ainda costuram palanques nos oito maiores colégios eleitorais do país

São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará somam mais de 100 milhões de eleitores e correspondem a quase 70% do total de brasileiros aptos a votar neste ano.

Do lado do presidente Lula, a campanha precisa resolver impasses em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país, e trabalhar para viabilizar o palanque duplo em Pernambuco.

Já Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para fechar palanques na Bahia, em Pernambuco e no Ceará, estados onde Lula é forte e teve 72%, 67% e 70% dos votos em 2022, respectivamente.

Veja abaixo como está o cenário nos oito maiores colégios eleitorais (clique para seguir ao conteúdo):

Maior colégio eleitoral do país, com 31,2 milhões de eleitores, São Paulo terá novamente Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) encabeçando os palanques dos dois favoritos às eleições desse ano.

Do lado de Lula, o presidente entregou a Haddad a missão de disputar uma revanche com Tarcísio em 2026 na disputa pelo governo, mas precisa resolver um impasse entre três ex-ministros sobre a candidatura ao Senado.

A chapa considerada ideal e que lidera pesquisas de intenção de voto tem Simone Tebet (PSB), que comandou o Planejamento, e Marina Silva (Rede), que esteve à frente do Meio Ambiente.

Há ainda o desejo de Márcio França (PSB), ex-ministro de Portos e Aeroportos e que também comandou o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, de concorrer a uma vaga no Senado.

A ala da campanha que defende França como candidato argumenta que o palanque em São Paulo ficaria mais próximo do centro, podendo angariar mais votos do eleitor indeciso. No PT, também há um grupo que defende que ele se candidate a vice-governador na chapa com Haddad, mas o ex-ministro insiste em concorrer ao Senado.

Por outro lado, os quadros que defendem a chapa com Marina Silva afirmam que ela tem pontuado bem nas pesquisas e avaliam que duas candidatas mulheres fortalecem o palanque de Lula no estado.

Coordenador do grupo de trabalho eleitoral do PT, o deputado federal Jilmar Tatto afirmou ao g1 que é preciso definir quem ocupará a vaga de vice de Haddad e também o impasse em relação ao Senado.

“Precisa resolver a questão da vice do Haddad e tem uma sobreposição, vamos chamar assim, de candidatos ao Senado que precisa resolver. É um problema? É, mas é um problema bom”, declarou.

Montagem com fotos dos pré-candidatos a governador de São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) — Foto: Miguel Pessoa/Código 19/Estadão Conteúdo e Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Tarcísio busca a reeleição e tem a missão de transferir votos para Flávio na corrida presidencial , para a qual chegou a ser cotado e era o preferido dos partidos do Centrão.

A chapa contará ainda com deputado e ex-secretário de Segurança de Tarcísio, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), como nomes ao Senado.

"Como eu falei, eu acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado", declarou Tarcísio em coletiva no dia 26 de maio .

Segundo maior colégio eleitoral do país, com 16,7 milhões de eleitores, Minas Gerais tem a fama de decidir a eleição presidencial. “Quem ganha em Minas, ganha no Brasil” é uma expressão que se confirma em todas as eleições desde a redemocratização.

É justamente em Minas, no entanto, que as duas campanhas enfrentam mais dificuldades para montar o palanque.

Lula apostou suas fichas durante todo o ano passado no ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para concorrer ao estado e encabeçar seu palanque em Minas.

“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou.

Diante desse cenário, há uma indefinição do candidato de Lula ao governo de Minas. Nas últimas semanas, ganhou força o nome de Josué Gomes da Silva (PSB), ex-presidente Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O empresário e filho de José de Alencar, que ocupou a vice-presidência nos dois primeiros mandatos de Lula (2003–2006 e 2007–2010), se reuniu no último sábado (30) em Minas com Edinho Silva, presidente do PT, para tratar de uma possível candidatura.

Sem uma definição, Edinho conversou nesta quarta-feira (3) com o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo, Gabriel Azevedo (MDB).

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que encabeçou a chapa de Lula em 2022, é pré-candidato. Apesar do histórico, há dúvidas na campanha de Lula se Kalil seria o melhor cabo eleitoral no estado, já que na última eleição foi derrotado no primeiro turno pelo então governador Romeu Zema (Novo).

Outra opção seria a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). No entanto, ela lidera as pesquisas para o Senado e a preferência tanto dela quanto do partido é pela disputa a uma vaga no Legislativo.

Pelo lado de Flávio Bolsonaro, há outros desafios em Minas. Aliado de Jair Bolsonaro em 2022, o ex-governador Romeu Zema tem se colocado como uma alternativa, inclusive a Flávio, para a Presidência da República nas eleições deste ano.

Na última terça-feira (2), os dois se encontraram em Belo Horizonte pela primeira vez desde que Zema criticou Flávio dizendo que "não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa".

O grupo político de Zema lançou o atual governador, Mateus Simões (PSD), e o PL cogita a candidatura de Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), para o governo.

Questionado pelo g1 , Cleitinho disse que não fará especulações e só falará sobre campanha em agosto. “Isso [candidatura] eu só vou definir e falar depois de julho”, afirmou.

Nesse cenário, a principal aposta de Flávio para conquistar votos em Minas é o deputado federal, Nikolas Ferreira (PL).

Texto adaptado com IA · conteúdo original preservado
Fonte original: g1.globo.com

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