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Empresas Chinesas Demonstram Interesse em Todos os Projetos de Ferrovias do Governo

O ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou que empresas chinesas estão interessadas em todos os leilões de ferrovias previstos para o 2º semestre em Brasília.

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17 de jun. de 2026
Empresas Chinesas Demonstram Interesse em Todos os Projetos de Ferrovias do Governo

O ministro dos Transportes, George Santoro, revelou que empresas chinesas estão interessadas em todos os projetos de ferrovias apresentados pelo governo na semana passada e devem participar dos leilões previstos para o segundo semestre.

Em entrevista ao Poder360, Santoro mencionou que representantes do governo chinês e líderes de grandes empresas do país já conhecem e aprovaram os projetos de ferrovias que serão leiloados nos próximos meses.

"Temos uma empresa chinesa interessada em um projeto e outra em outro. Não há nenhum ativo nosso que será leiloado que não tenha pelo menos um grupo chinês interessado. Em média, há dois grupos chineses interessados em cada projeto", afirmou o ministro.

Na semana passada, representantes do Ministério dos Transportes, da ANTT, da estatal Infra S.A e do BNDES viajaram à China para apresentar a carteira de projetos a mais de 10 empresas e instituições de infraestrutura.

"Tivemos tempo para discutir detalhadamente os projetos, um a um, com cada empresa. Nos roadshows realizados nos últimos dois anos, várias empresas chinesas participaram. Porém, nesta visita, conversamos diretamente com os principais dirigentes. Antes, eles estudavam, mas não tinham um interesse mais profundo. O nível de perguntas e o conhecimento deles sobre os projetos é muito alto", disse Santoro.

O ministro dos Transportes deu a entrevista ao Poder360 em Brasília na terça-feira, 16 de junho.

Com novos mecanismos de financiamento e atrativos para investidores, o ministério de George Santoro busca retomar o planejamento do setor ferroviário, que ficou atrasado em relação ao cronograma de leilões previsto para 2026. A meta inicial era leiloar oito ferrovias ainda este ano, mas até agora nenhum edital foi publicado, e alguns leilões podem ser adiados para 2027.

Apesar do atraso, a intenção é realizar pelo menos cinco leilões no segundo semestre de projetos que estão mais avançados e aguardam apenas a análise de viabilidade técnica, econômica e socioambiental do TCU para seguirem para a fase de licitação.

Os projetos incluem o Corredor Minas-Rio, o Anel Ferroviário Sudeste, a Ferrovia Malha Oeste e o Ferrogrão. O quinto projeto, que trata da expansão do Corredor Leste-Oeste, está em fase de audiência pública e também deve avançar ainda este ano.

"Estamos trabalhando para lançar todos os editais ainda este ano. Conseguiremos realizar os oito leilões? Acredito que não, pois temos um cronograma legal a seguir. Ao longo de junho e julho, provavelmente teremos alguns leilões aprovados e os editais publicados", declarou.

O ministro também mencionou que empresas do México, Itália, Espanha e Portugal estão em contato com o governo e consideram participar das concessões de ferrovias no Brasil.

"Temos recebido muitas demandas. Com o acordo do Mercosul com a União Europeia, a agenda se ampliou bastante, pois a possibilidade de redução de tarifas é significativa. A Europa ganhou competitividade, assim como o Brasil. Isso deve facilitar a participação de empresas europeias no Brasil", afirmou o ministro.

Assista à entrevista de George Santoro ao Poder360 (32min21s):

Para atrair investidores, o governo está propondo assumir a condução do licenciamento ambiental prévio, com uma equipe especializada da Infra S.A. Esse processo é um dos principais obstáculos para o avanço de projetos ferroviários no Brasil.

"O mais importante do licenciamento prévio é reduzir o risco para o investidor. Quando alguém participa de um leilão sem saber o que enfrentar, isso gera custos adicionais e expectativas negativas. Assim, eles incluem esse risco ambiental na precificação. Todos os licenciamentos dos projetos de ferrovias estão em andamento. Quando o contrato for assinado, provavelmente estaremos na fase final do licenciamento ou já licenciado. Isso diminui muito o risco", explicou Santoro.

Segundo o ministro, um dos principais diferenciais da nova carteira de ferrovias é o compromisso em respeitar as regras ambientais de licenciamento, afastando-se da cultura brasileira de ignorar essas questões em projetos de infraestrutura.

"Os traçados das ferrovias foram planejados para mitigar esses riscos. Assim, começamos os projetos de engenharia com muito menos problemas do que no passado. Não teremos um traçado que passe no meio de uma comunidade originária ou quilombola. Já estamos considerando essas previsões, utilizando dados de satélite", declarou.

Texto adaptado com IA · conteúdo original preservado
Fonte original: poder360.com.br

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