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Política · 5 min de leitura

Ex-banqueiro admite contrato milionário para se aproximar de Alexandre de Moraes

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelou que contratou o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, visando uma aproximação, mas nega favores judiciais ilícitos.

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16 de jun. de 2026
Ex-banqueiro admite contrato milionário para se aproximar de Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes é ministro do STF. (Foto: André Borges/EFE)

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelou que um contrato de R$ 129 milhões com o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes foi uma maneira de tentar se aproximar do magistrado. Essa informação veio à tona em uma proposta de delação premiada que foi rejeitada pela Polícia Federal e pela PGR.

Qual era a intenção de Daniel Vorcaro ao contratar o escritório Barci de Moraes? Ele admitiu que o contrato milionário visava estreitar laços com o ministro Alexandre de Moraes, do STF. No entanto, Vorcaro defende que o contrato era legítimo e que nunca recebeu qualquer tipo de benefício ou decisão judicial favorável em troca desses pagamentos.

Qual foi o valor pago pelo Banco Master ao escritório de advocacia? O contrato total previa um pagamento de R$ 129 milhões em 36 parcelas. De acordo com a Receita Federal, 22 parcelas foram pagas, totalizando R$ 80,2 milhões. Esses pagamentos ocorreram até perto da prisão de Vorcaro e da liquidação do Banco Master, em novembro de 2025.

Há evidências de troca de mensagens entre o banqueiro e o ministro? Investigações da Polícia Federal encontraram mensagens no celular de Vorcaro que indicam diálogos com o ministro, incluindo perguntas sobre bloqueios judiciais. O STF e o gabinete de Moraes negam que as respostas tenham partido deles, afirmando que os textos estão relacionados a outros contatos na lista do empresário e não ao celular do ministro.

A intenção de se aproximar de uma autoridade é considerada crime? Juristas explicam que apenas o desejo de se aproximar ou manter relações sociais não configura crime no Brasil. Para que haja punição por corrupção ou advocacia administrativa, seriam necessárias provas concretas de que houve uma vantagem indevida em troca de uma decisão oficial, o que ainda não foi provado.

Por que a proposta de delação premiada de Vorcaro foi rejeitada? A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República não aceitaram o acordo porque entenderam que as declarações de Vorcaro pareciam uma tentativa de proteger ou absolver Alexandre de Moraes de suspeitas. Os investigadores acreditam que o empresário não explicou adequadamente mensagens comprometedoras enviadas no dia de sua prisão.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

Texto adaptado com IA · conteúdo original preservado
Fonte original: gazetadopovo.com.br

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