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Flávio Bolsonaro Critica Lula e Liga Governo a Facções Criminosas

O senador Flávio Bolsonaro criticou o presidente Lula em debate nesta segunda-feira (8), questionando sua resistência em classificar o PCC e o CV como organizações terroristas.

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9 de jun. de 2026
Flávio Bolsonaro Critica Lula e Liga Governo a Facções Criminosas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência, aproveitou um debate do Grupo Voto nesta segunda-feira (8) para criticar o presidente Lula (PT), seu provável principal concorrente na eleição.

As críticas focaram na segurança pública e mencionaram o ex-ministro da Justiça Flávio Dino, que agora é ministro do Supremo Tribunal Federal. Flávio afirmou que Lula parece ser o chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC) por não considerar esse grupo e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

"Esta é a maior oportunidade que temos para acabar com esse poder paralelo, que é o que eles representam. Não podemos ter tolerância, precisamos de unidade. Mas ao olhar para o presidente do Brasil, ele pensa o contrário, parece que ele é o chefe do PCC", declarou o senador.

O governo defende que classificar as facções como terroristas poderia abrir espaço para uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil, já que esses grupos passariam a ser vistos como uma questão de defesa nacional, e não apenas de segurança pública.

A proposta de classificar facções como terroristas se uniu a novas tarifas na campanha. Os Estados Unidos designaram o PCC e o CV como organizações terroristas em 28 de maio, dois dias após a visita de Flávio ao presidente Donald Trump. Essa mudança gerou comemoração na campanha do senador e preocupação no governo brasileiro, que mencionou a família Bolsonaro em uma nota, chamando-os de "falsos patriotas" que ameaçam a soberania nacional.

Logo em seguida, o escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mencionando o Pix, decisões do Judiciário brasileiro e desvantagens competitivas.

Flávio afirmou que pediu a Trump para não taxar as empresas brasileiras, mas a militância digital da esquerda usou isso para criar o apelido "Tariflávio", responsabilizando o senador pela nova alíquota.

Em seguida, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro comparou o Pix ao Zelle, um sistema de pagamentos automático dos Estados Unidos. Ele sugeriu que essa comparação fosse levada à mesa de negociações, o que levou a interpretações de que a família Bolsonaro queria substituir o Pix pelo Zelle.

"Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Aqui é o Zelle. Então, dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos", disse Eduardo.

Após a repercussão e a interpretação de que sua fala sugeria o fim do Pix, Eduardo pediu que a imprensa se retratasse. Enquanto isso, Flávio e outros políticos de direita começaram a argumentar que o Pix era uma criação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Sobre Flávio Dino, o senador mencionou que o então ministro da Justiça esteve no Complexo da Maré, supostamente sem segurança. Dino já havia comentado sobre isso no Senado, negando que estivesse sem escolta e afirmando que essa ideia era uma mentira repetida até se tornar uma 'verdade'.

"O ministro da Justiça do Lula, Flávio Dino, entra numa favela no Rio chamada Complexo da Maré, que é muito violenta e berço do Comando Vermelho, e ele entra sem policial, sem escolta. E ali você pode entrar debaixo de muitos tiros, dentro de um carro blindado, como a polícia faz, ou você tem autorização do tráfico para entrar. O que vocês acham que aconteceu ali?", questionou o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além de mencionar Dino na Maré, o senador também lembrou que Lula teria feito campanha no Complexo do Alemão, onde também "dispensou os policiais". Ele se referiu a vídeos que circularam nas redes sociais logo após a vitória de Lula em 2022, mostrando comemorações em presídios após a divulgação dos resultados.

"Quando o próprio Lula vai fazer campanha em outra favela no Rio, o Complexo do Alemão, que também é dominado pelo Comando Vermelho, ele também dispensou os policiais. Por que as cadeias ficaram em festa em 2022, quando Lula foi declarado presidente?", indagou.

Por duas vezes, a Gazeta do Povo tentou contato com o Planalto, a assessoria de imprensa do Supremo e o gabinete do ministro Flávio Dino. O espaço permanece aberto para manifestações.

Texto adaptado com IA · conteúdo original preservado
Fonte original: gazetadopovo.com.br

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