A primeira-dama Janja Lula da Silva respondeu a uma crítica do pastor Silas Malafaia feita em 2025.
Janja defendeu o diálogo do PT com mulheres evangélicas e rebateu as críticas de Malafaia durante o evento.
PODER360 8.jun.2026 (segunda-feira) - 20h58
Nesta segunda-feira (8.jun.2026), Janja chamou o pastor Silas Malafaia de "insignificante" durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT. Ela fez essa afirmação em resposta a Malafaia, que havia criticado seus encontros com mulheres evangélicas, chamando-as de "insignificantes". Janja então respondeu que "insignificante é ele".
Durante o evento, Janja explicou que seus encontros visam ouvir mulheres que enfrentam dificuldades sociais. "Eu sei que a maior parte das nossas mazelas sociais atingem muito fortemente a vida das mulheres. As mulheres da periferia são as que mais sofrem com questões como mortalidade materna, segurança e falta de acesso à educação e saúde. E foi sobre isso que eu fui conversar com elas".
Ela também reafirmou que não reconhece Malafaia como pastor. "Eu não chamo ele de pastor. Ele teve a cara de pau de dizer em uma rede social que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele", enfatizou.
Esse episódio ocorreu em uma entrevista de Malafaia em 2025, onde ele disse que não havia "nenhuma mulher de expressão no mundo evangélico" entre as participantes das reuniões de Janja.
A primeira-dama respondeu a Malafaia, afirmando: "Toda mulher para mim é importante".
Janja começou a promover encontros com evangélicas em 2025 para tentar se aproximar desse grupo, que tinha uma forte rejeição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O PT percebeu, durante as eleições de 2022, que a maioria dos fiéis desse segmento apoiava a direita bolsonarista.
Segundo o partido, o 4º Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT reuniu em Brasília lideranças religiosas, militantes e filiados para discutir fé, democracia, justiça social e as eleições de 2026.
O objetivo do evento foi fortalecer o diálogo do PT com o segmento evangélico, que representa cerca de 16% dos filiados. O encontro também defendeu o Estado laico, a liberdade religiosa e a aproximação com diversas denominações evangélicas em todo o país.
