Nesta terça-feira, 16 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou com líderes europeus durante a cúpula do G7, que acontece na França.
Durante a reunião, os participantes também discutiram colaborações entre o Itamaraty e a Comissão Europeia.
Lula se reuniu com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, na cúpula do G7.
Na conversa, abordaram o veto à importação da carne brasileira, que foi oficializado em junho e começará a valer em 3 de setembro.
Os líderes se comprometeram a buscar soluções que atendam às preocupações da Europa sobre questões sanitárias, fitossanitárias e proteção da indústria de aço.
Lula e os representantes da União Europeia também estabeleceram um mecanismo entre o Itamaraty e a Comissão para lidar com os desafios nas áreas de produtos de origem animal e siderurgia.
A União Europeia informou que o Brasil não forneceu as informações necessárias para garantir que a carne e outros produtos de origem animal atendem aos requisitos do bloco sobre antimicrobianos, substâncias proibidas na Europa.
De acordo com o Agrostat, o bloco europeu é o terceiro maior destino da carne brasileira, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.
No mesmo dia, o Parlamento Europeu aprovou a redução de tarifas de importação sobre produtos industriais dos Estados Unidos. Ursula von der Leyen, em seu perfil no X, celebrou a aprovação: "Acordo é acordo – e a UE está cumprindo a sua parte".
Lula também participará de discussões sobre parcerias internacionais, desenvolvimento global e crescimento econômico sustentável, e deve pressionar os países ricos a manter o financiamento para iniciativas de combate à pobreza e desenvolvimento das economias emergentes.
Outro assunto em pauta será a exploração de minerais críticos, como terras-raras, com o Brasil defendendo que esses recursos sejam mais valorizados nos países de origem, em defesa da soberania nacional.
Esta é a décima vez que Lula participa de uma cúpula do G7 como convidado. O Brasil não é membro do grupo e, portanto, não participará das negociações dos documentos finais, mas poderá se juntar a textos de seu interesse após a aprovação.
Na terça-feira, Lula participou da sessão sobre parcerias internacionais, e na quarta-feira, 17 de junho, a agenda inclui debates sobre crescimento econômico equilibrado, um almoço com representantes do setor de tecnologia para discutir inteligência artificial e possíveis reuniões bilaterais.
