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Ministro dos Transportes Acredita na Adaptação do Setor com Fim da Escala 6 X 1

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o setor de transportes se adaptará ao fim da escala de trabalho 6 X 1, em discussão no Congresso, durante entrevista em Brasília.

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17 de jun. de 2026
Ministro dos Transportes Acredita na Adaptação do Setor com Fim da Escala 6 X 1

George Santoro defende que um período de transição é necessário e ressalta que o setor de transportes possui regras específicas que podem excluir caminhoneiros da reforma.

"Acredito que todos se adaptarão e a economia voltará a funcionar normalmente", afirmou George Santoro, ministro dos Transportes, em 16 de junho de 2026.

Em entrevista ao Poder360, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o setor conseguirá se adaptar às mudanças que podem surgir com o fim da escala de trabalho 6 X 1, que está sendo discutida no Congresso Nacional. A PEC que propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais já passou pela Câmara e agora está no Senado.

Santoro explicou que o setor de transportes tem regras e legislações específicas para algumas categorias, como os caminhoneiros registrados na CLT, permitindo que mudanças na jornada sejam negociadas separadamente. No entanto, ele acredita que outras categorias, como embarcadores, operadores logísticos e profissionais de carregamento, sofrerão impactos com as novas regras.

"O setor de transporte também se adaptará, pois temos regras específicas. Existem normas de trabalho para os caminhoneiros. Acredito que, após essa regra geral constitucional, conseguiremos elaborar normas mais específicas para cada segmento e resolver qualquer problema que surgir", disse Santoro.

O ministro dos Transportes concedeu a entrevista na terça-feira, 16 de junho, na sede do Poder360, em Brasília.

Santoro acredita que o setor de transportes não será negativamente afetado pela reforma, ao contrário do que afirmam alguns agentes do setor, que temem um aumento nos custos com mão de obra. Ele apoiou o período de transição de 14 meses sugerido pelo Congresso.

"Toda mudança que envolve custos econômicos precisa de atenção especial dos agentes do mercado. Ninguém quer ver seus custos aumentarem. A preocupação é válida, mas acredito que tudo será ajustado com o tempo. Todos se adaptarão e a economia voltará a funcionar normalmente", declarou.

Assista à entrevista de George Santoro ao Poder360 (32min21s):

As declarações de Santoro contrastam com as posições da CNT (Confederação Nacional dos Transportes) e outras confederações da indústria. A entidade é contra o fim da escala 6 X 1, estima que a reforma pode custar até R$ 28 bilhões e defende a negociação coletiva, uma transição gradual e o respeito às particularidades operacionais dos diferentes segmentos de transporte.

A confederação alerta que a redução da jornada de trabalho afetará diretamente os rendimentos das empresas de transporte. Esses custos adicionais podem ser repassados aos produtos, impactando a inflação e o poder de compra da população.

No setor de logística, os efeitos incluem atrasos nas entregas, queda na eficiência e aumento do frete, especialmente para produtos perecíveis e cargas vivas. A CNT também afirma que a reforma deve aumentar os custos com mão de obra e exigir a contratação de mais trabalhadores em um setor que já enfrenta escassez de mão de obra.

Texto adaptado com IA · conteúdo original preservado
Fonte original: poder360.com.br

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