Política
Política · 5 min de leitura

Pai de banqueiro Vorcaro teria acesso a informações sigilosas da Polícia Federal

A investigação da Polícia Federal revela que Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, obteve informações sigilosas com apoio de agentes da corporação, em um esquema de fraudes financeiras.

FOTO
Importador RSS
16 de jun. de 2026
Pai de banqueiro Vorcaro teria acesso a informações sigilosas da Polícia Federal

O banqueiro Daniel Vorcaro é o proprietário do liquidado Banco Master.

As investigações da Polícia Federal revelaram um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias envolvendo Daniel Vorcaro. O empresário Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, teria recebido ajuda de pessoas dentro da corporação para acessar informações sigilosas.

Essas informações foram incluídas em uma representação enviada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso resultou na sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em maio, e o sigilo dos detalhes foi levantado nesta terça-feira (16). O juiz também autorizou o acesso a dados sobre a relação do banqueiro com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), incluindo pagamentos de mesadas e custeio de viagens internacionais em troca de favores políticos.

A Gazeta do Povo tentou contato com a defesa de Vorcaro para comentar as novas informações da Polícia Federal e aguarda uma resposta.

Durante a operação contra Henrique Moura Vorcaro, que foi preso por liderar um grupo que ameaçava adversários do banqueiro, a Polícia Federal encontrou um documento extraído de um sistema interno e sigiloso. Era uma captura de tela da plataforma Sinapse, um banco de dados de inteligência de acesso restrito.

A Polícia Federal afirmou que Henrique atuava em colaboração direta com o filho, solicitando e se beneficiando de serviços ilícitos do grupo, além de ter uma função autônoma na estrutura financeira que sustentava suas atividades.

Os investigadores descobriram que o documento continha uma consulta detalhada aos dados pessoais de Augusto Conte, ex-sócio de Vorcaro. Para a Polícia Federal, a presença desse documento nas mãos de um civil é um forte indício de acesso indevido aos sistemas internos da corporação.

A apreensão do documento reforça a suspeita de que Henrique Moura Vorcaro tinha acesso a servidores da Polícia Federal dispostos a acessar ilegalmente os sistemas internos para atender a seus interesses pessoais.

Segundo o ofício enviado ao Supremo, esses agentes funcionavam como 'braços' do grupo investigado dentro da Polícia Federal. A corporação informou que pesquisas eram feitas sobre pessoas estratégicas para os investigados, utilizando informações protegidas por sigilo.

A análise inicial do material apreendido indica que o acesso clandestino a dados sigilosos apoiava as atividades do grupo investigado, que, segundo a Polícia Federal, era liderado pela família Vorcaro em parceria com um operador.

Na época da operação, a Polícia Federal mencionou que Vorcaro contava com a ajuda de três policiais federais aposentados – Marilson Roseno, Sebastião Moreira Júnior e Francisco José Pereira da Silva – além do agente da ativa Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

As investigações revelaram que Lima recebia propina de Marilson Roseno para acessar os sistemas sigilosos da Polícia Federal desde pelo menos agosto de 2023, sendo frequentemente contatado pelo policial aposentado aliado de Vorcaro.

Anderson Wander da Silva Lima teria atuado como um agente infiltrado na Polícia Federal em benefício da organização criminosa. O relatório de Mendonça concluiu que isso representa um abuso contínuo da função pública, violação de sigilo funcional e uma inserção orgânica no núcleo policial-informacional da 'Turma'.

Texto adaptado com IA · conteúdo original preservado
Fonte original: gazetadopovo.com.br

Comentários · 0

Comentários (0)

Seu comentário passará por moderação antes de ser publicado.

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a opinar!