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PT Reforça Diálogo com Evangélicos em Carta e Destaca Respeito às Igrejas

O PT divulgou uma carta aos evangélicos no dia 8 de junho, destacando a relação de respeito com as igrejas e ações de liberdade religiosa durante os governos Lula, em busca de ampliar o diálogo com esse eleitorado.

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9 de jun. de 2026
PT Reforça Diálogo com Evangélicos em Carta e Destaca Respeito às Igrejas

O documento foi elaborado durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT, realizado logo após a Marcha para Jesus. O evento, que ocorreu na última quinta-feira (4), Dia de Corpus Christi, em São Paulo, reuniu políticos e líderes religiosos.

Lula não compareceu ao evento e enviou o advogado-geral da União, Jorge Messias, como seu representante.

O presidente explicou que não participou da Marcha para Jesus para evitar dar a impressão de que estava tentando tirar proveito da ocasião.

Na carta destinada aos evangélicos do PT, divulgada na noite de segunda-feira (8), o partido opta por não abordar temas relacionados à pauta de costumes e enfatiza os pontos de convergência entre os governos petistas e as igrejas.

A divulgação acontece em um momento em que o governo e o PT tentam estreitar o diálogo com os eleitores evangélicos, um grupo que tem ganhado importância na política brasileira e onde Lula enfrenta mais dificuldades de aprovação em comparação a outros segmentos religiosos.

A carta menciona ações implementadas durante os governos de Lula que promovem a liberdade religiosa.

Entre as iniciativas destacadas estão leis que garantem o livre exercício dos cultos, facilitam a criação de igrejas, reconhecem a música gospel como patrimônio cultural e instituem datas nacionais relacionadas à fé cristã e ao combate à intolerância religiosa.

O presidente Lula participou de uma cerimônia com evangélicos no Palácio do Planalto — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República.

No texto, o partido reafirma que os governos petistas sempre mantiveram uma relação de respeito com as igrejas evangélicas.

"Os governos do PT nunca se opuseram às igrejas, sempre tiveram uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica", diz um trecho da carta. O documento também expressa apoio à continuidade do atual governo. "Manifestamos nosso apoio à continuidade do projeto democrático e popular liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva", afirma o texto.

Em outro trecho, os signatários tentam deixar claro que a iniciativa não tem objetivos eleitorais e citam uma declaração recente do presidente sobre religião e política.

"Este compromisso não nasce do uso eleitoral da fé, pois compartilhamos do entendimento do próprio presidente de que não se deve 'tirar proveito político de uma coisa sagrada'", registra a carta. O documento se encerra com uma bênção ao país e menções à democracia, à soberania nacional e aos valores cristãos.

"Que Deus abençoe o povo brasileiro, fortaleça nossa democracia, nossa soberania, inspire nossas orações e ações em favor do próximo e nos conduza pelos caminhos da fé, da justiça, da paz, da esperança e do bem comum", conclui o documento. Flávio discursou na marcha e falou em 'guerra espiritual'.

Lula busca se aproximar do público evangélico, que em sua maioria não votou nele nas eleições de 2022 e que tem contribuído para a queda na popularidade do governo nas últimas pesquisas.

Em reuniões e discursos com aliados, Lula tem destacado a importância de a esquerda e o governo estabelecerem diálogos com as denominações religiosas cristãs, especialmente com os evangélicos, que tendem a apoiar seus adversários políticos.

Flávio Bolsonaro, Tarcísio, Nunes, Messias e André Mendonça participaram da Marcha para Jesus em São Paulo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, esteve presente no evento. Durante o percurso do trio elétrico, ele se dirigiu à multidão e afirmou que o país enfrenta uma "guerra espiritual" e que "o mal será expulso do governo" neste ano.

"Vamos orar pelo nosso Brasil. Essa guerra é espiritual, e hoje é a maior resposta que podemos dar ao mundo do mal, que será expulso do governo desse Brasil este ano", disse. Além de Flávio, participaram do evento o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o ministro do STF André Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que representou o presidente Lula.

Texto adaptado com IA · conteúdo original preservado
Fonte original: g1.globo.com

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