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TSE Avalia Suspensão de Pesquisa da AtlasIntel sobre Flávio Bolsonaro

O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, submeteu à análise do plenário a suspensão da pesquisa AtlasIntel, que indicou queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, nesta terça-feira (9).

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8 de jun. de 2026
TSE Avalia Suspensão de Pesquisa da AtlasIntel sobre Flávio Bolsonaro

O plenário do TSE vai decidir se a pesquisa AtlasIntel violou as normas da legislação eleitoral; na imagem, o presidente do Tribunal, ministro Kássio Nunes Marques.

Após suspender a pesquisa da AtlasIntel, que mostrou uma queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, levou a decisão para o plenário. Na terça-feira, 9 de junho de 2026, os ministros vão avaliar se a pesquisa infringiu a legislação eleitoral.

A polêmica gira em torno da metodologia utilizada, que relaciona a intenção de voto a eventos do dia a dia. A pesquisa, por exemplo, mencionava diálogos em que o congressista solicita dinheiro a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para o filme 'Dark Horse', que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na sua decisão, Nunes Marques atendeu a um pedido do PL, apontando indícios de que o questionário da AtlasIntel tentou manipular as respostas dos entrevistados. O ministro suspendeu a divulgação da pesquisa nos sites oficiais e pediu que a empresa esclarecesse sua metodologia em até dois dias.

Essa decisão é uma liminar e afeta a pesquisa registrada sob o número BR-06939/2026. O levantamento foi feito entre 13 e 18 de maio e divulgado no dia 19 de maio.

As pesquisas da AtlasIntel são realizadas pela internet. A empresa recruta participantes por meio de anúncios em diversos sites e blogs no Brasil, utilizando um questionário extenso sobre opiniões eleitorais.

Na pesquisa divulgada em 19 de maio, a AtlasIntel não abordou o episódio das mensagens de Flávio para Vorcaro, mas incentivou os entrevistados a avaliar os pré-candidatos. O objetivo é fazer com que as pessoas reflitam e respondam rapidamente sobre a situação política.

Não há impedimentos para que perguntas sobre o cenário político sejam feitas antes ou depois das questões sobre intenção de voto. Contudo, se a ordem for invertida, os pesquisadores acreditam que isso pode influenciar as respostas sobre intenção de voto.

O presidente do TSE submeteu sua decisão ao plenário, que inclui ministros como André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.

Desde que Nunes Marques assumiu a presidência, esta é a primeira vez que o plenário se pronuncia sobre um assunto relacionado às eleições presidenciais de 2026.

Logo após assumir, Nunes Marques decidiu que a função de juiz auxiliar da propaganda eleitoral não ficaria restrita à ministra Edilene Lôbo, como havia sido estabelecido pela ex-presidente Cármen Lúcia. O novo presidente incluiu também a si mesmo e o vice-presidente do Tribunal, André Mendonça, na relatoria dos casos.

O processo sobre a suspeita de irregularidade na pesquisa só foi encaminhado ao gabinete de Nunes Marques após essa nova configuração.

A AtlasIntel declarou à imprensa que respeitará a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e afirmou estar colaborando com a Justiça Eleitoral. A empresa negou qualquer indução aos entrevistados e disse que o questionário principal foi finalizado antes de qualquer contato dos participantes com o áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

De acordo com a AtlasIntel, o áudio foi utilizado apenas após a conclusão das perguntas principais, em uma fase separada e voluntária da pesquisa, através da ferramenta Atlas VRC, que avalia reações a conteúdos audiovisuais.

A empresa assegura que não houve viés político no estudo e confia que a análise técnica do TSE confirmará a legalidade e a solidez metodológica da pesquisa.

Texto adaptado com IA · conteúdo original preservado
Fonte original: poder360.com.br

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